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Não quero me lembrar de tudo

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A partir de hoje, com a ajuda de Deus, vou deixar de lembrar-me de muitas coisas.

Não me lembrarei de alguns traumas da infância. Daquele professor que zombou de mim em público quando escrevi uma palavra errada no quadro-negro. Daquela correada do meu pai que atingiu o tumor que eu tinha na barriga. Da falta de aplicação aos estudos que me obrigou a repetir a série duas vezes. Das discussões sem fim entre meu pai e minha mãe. Do suicídio do garoto da minha idade perto da minha casa. Daquele teco-teco que caiu e matou o piloto.

Não me lembrarei dos pecados anteriormente cometidos, dos pecados ocultos nem dos pecados públicos. Não há proveito algum nessa lembrança mórbida e desnecessária, pois já chorei por eles e eles foram confessados, perdoados e removidos.

Não me  lembrarei daquela provocação, daquela injustiça, daquela dolorosa afronta que alguém me dedicou. Vou me esquecer do lugar, da data e das circunstâncias em que o desagravo aconteceu. Considerarei definitivamente perdoada a pessoa que o cometeu. Porei no fogo os documentos históricos que lembrem esse incidente e qualquer outro do mesmo porte. Ficarei completamente livre de recordações incômodas.

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Caçadores de pulgas

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Depois de poupar a vida de Saul demonstrando que não era seu inimigo, Davi perguntou ao sogro: “Contra quem saiu o rei de Israel? A quem está perseguindo?” Para espanto e vergonha de Saul, Davi mesmo respondeu: “[O rei está perseguindo] a um cão morto! A uma pulga” (I Sm 24.14)


Além de inglória, a guerra de Saul contra Davi era ridícula e muito mais desproporcional do que a luta travada por um jovem roceiro que nunca havia vestido uma armadura militar contra o arrogante filisteu que media dois metros de altura (segundo a Septuaginta). Pois, mesmo considerando os seiscentos homens que se agregaram a Davi, o exército de Saul era cinco vezes maior (três mil dos melhores soldados de Israel). Na verdade, o rei estava caçando pulga no deserto de En-Gedi. Quanto tempo, quanto esforço, quanto dinheiro perdido para pegar um insetozinho de pernas compridas e que gosta de pular!

 

O problema mais grave é que a loucura de Saul é a nossa loucura. Com muita facilidade e com muita freqüência transformamos uma simples pulga em leão bravio, uma minhoca em cascavel, uma sardinha em monstro marinho. Aumentamos o número e a altura dos gigantes da terra prometida e não damos atenção ao tamanho do cacho de uvas que dela trouxemos (Nm 13.23, 31-33). Choramos a noite inteira e a madrugada inteira por causa da pedra “muito grande” que estava sobre o túmulo de Jesus e não levamos a sério a ressurreição do Senhor. (Mc 16:1-7) Última atualização ( Dom, 27 de Junho de 2010 19:41 ) Leia mais...  

A DESOBEDIÊNCIA MATA

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No Evangelho de Marcos 13.3 a 12, estando Jesus assentado no monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, e Tiago, e João, e André lhe perguntaram em particular: Dize-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá quando todas as coisas estiverem para se cumprir.  E Jesus, respondendo-lhes, começou a dizer: Olhai que ninguém vos engane, mas importa que o Evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações: O irmão entregará à morte o irmão, e o pai, o filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais e os farão morrer.

Essa é uma das maiores evidências que estamos vivendo os últimos tempos, a palavra do Senhor está se cumprindo, todas essas coisas estão acontecendo, nos dias de hoje não há mais respeito no seio familiar, mas nós precisamos estar atentos a tudo isso, buscar fazer a vontade do Deus Pai, para não sermos surpreendidos no grande e terrível dia do Senhor, na vinda do Mestre para arrebatar os seus escolhidos.

Necessitamos aprender primeiramente a exercer piedade para a nossa própria família, a recompensar nossos pais, porque isto é bom e agradável diante de Deus. Mas se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, é pior do que o infiel (I Timóteo 5.4, 8). 

O próprio Deus, no livro dos Salmos, declara que os nossos filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas nas mãos do valente, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava. E compara a mulher como a videira ao lado da tua casa, e o filhos como plantas de oliveira a roda da tua mesa. Assim, será abençoado o homem que teme ao Senhor.

O Senhor exorta também o comportamento dos nossos filhos, quando são sábios, isto é obedientes à palavra de Deus e a seus pais, e quando se dedicam a viver a loucura do mundo, os quais o Senhor repreende dizendo: O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho louco é a tristeza de sua mãe,  o filho sábio ouve a correção do pai, mas o escarnecedor não ouve a repreensão.

O filho sábio alegrará a seu pai, mas o insensato despreza a sua mãe.  O filho desatinado é a tristeza para o seu pai, e amargura para quem o deu a luz.

E ao final da exortação o Senhor aconselha ao filho: Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer.

Última atualização ( Seg, 19 de Abril de 2010 10:41 ) Leia mais...
 

A Verdade Sobre a Mentira

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As "palavras certas" no convívio com os outros são cada vez mais pura mentira. Pois apresentar a verdade em doses reduzidas facilita a vida. Os americanos chamam essa "forma elaborada" de comunicação de "mentiras brancas". Aqueles que sempre dizem a verdade são considerados irremediavelmente ingênuos. Além disso, eles facilmente ganham inimigos. Calcula-se que uma mentira vem aos nossos lábios cerca de 200 vezes por dia, em média uma a cada 5 minutos. Começando por falsos elogios ("Você está com excelente aparência!") até mentiras descaradas ("Hoje eu não posso ir ao escritório, estou gripado").

Há alguns anos ocupam-se com o mistério da mentira não apenas filósofos, mas também cientistas políticos e psicólogos. O resultado das pesquisas sobre a mentira:

– Mentira e engano estão nos nossos genes, foram e são o motor da evolução. Os biólogos presumem que o desenvolvimento do cérebro humano só foi possível por ter que lidar com enganos.

– Nós adulamos, engodamos e sorrimos diariamente com olhar inocente para manter uma boa atmosfera ou para nos apresentar numa luz mais favorável. Principalmente os cônjuges e familiares são enganados de maneira intensa. Eles são vítimas de dois terços de todas as mentiras graves – segundo as análises de diários da psicóloga americana Bella DePaulo da Universidade da Virgínia em Charlottesville.

– Talento para enganar é sinal de inteligência – um fator de sucesso, tão útil como perspicácia, intuição ou criatividade. "O sucesso profissional de um executivo depende em 80% da sua inteligência social", afirma Howard Gardner, psicólogo da Harvard School of Education. Também Peter Stiegnitz, um pesquisador da mentira em Viena (Áustria), pensa que os "carreiristas preferem trabalhar com jeito e charme ao invés de fazê-lo com aplicação e perseverança".

O objetivo da educação diplomática: as crianças já aprendem desde cedo que é melhor não dizer à sua antipática tia que acham o beijo lambuzado dela nojento. A alegria dissimulada da mãe ao receber o presente de Natal inútil, os doces escondidos furtivamente e a lei do silêncio sobre inconvenientes familiares são modelos e treinamento para as mentiras diárias no futuro.

Entretanto, as crianças só compreendem a necessidade de mentir entre o segundo e quarto ano de vida, e isso ocorre tanto mais cedo quanto mais inteligentes elas forem. Até então elas não sabem distinguir entre fantasia e realidade. Quando descobrem, então, quão refinadamente é possível lograr os outros, elas o fazem primeiramente em proveito próprio – a fim de evitar castigos ou para receber alguma recompensa. Mais ou menos a partir dos oito anos de idade elas aprendem a diferenciar a simpatia verdadeira da falsa.

No máximo durante a adolescência os jovens aprendem a distinguir com certa precisão se alguém está sendo sincero ou não... (Focus)

É vergonhoso como hoje em dia se lida levianamente com o conceito "mentira" ou com a própria mentira. Há pesquisas e estudos sobre a mentira, tenta-se explicá-la, procura-se a sua origem, mas em geral ela é considerada inofensiva, sim, até mesmo uma necessidade da vida e, em última análise, como algo bom.

 

Entretanto, como em todas as questões relativas à vida, também sobre a mentira somente a Bíblia – e não quaisquer "pesquisadores da mentira" – pode nos dar a melhor orientação. Ela nos mostra que a mentira não é um mistério, conforme diz o artigo citado, mas um pecado há muito revelado. A mentira consiste em rejeitar a verdade de Deus. Sobre os mentirosos está escrito: "Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira..." (Rm 1.25). Por isso a mentira se estende por toda a história da humanidade. Ela é a culpada pela queda do homem e causa de todos os sofrimentos e de muitas lágrimas.

Última atualização ( Dom, 01 de Agosto de 2010 09:23 ) Leia mais...
 
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