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"Big Brother" divino

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          A opinião dos outros acerca de nós mesmos mexe tanto conosco que muitos fazem loucuras para agradar. Jovens entram no mundo das drogas para serem aceitos. Homens "maduros" gastam fábulas, compram o que não querem, o que não precisam, com o dinheiro que não têm, por mero “status”, ou seja, para mostrar aos outros que ele também pode, ou que pode mais.         
        A hipocrisia tem um significado sórdido: querer ser o que não é. O fingimento só tem razão de ser sob a ótica do outro. A falsa devoção não é para si e por si e sim para os que estão à nossa volta, muitos dos quais não conhecemos ou, quem sabe, não gostamos. E o que é pior, se é preciso máscaras e engodos para sermos aceitos, este não deve ser nosso grupo de convivência. Temos que fugir da síndrome do "
big brother", na qual abdicamos da espontaneidade e evitamos mostrar quem realmente somos na tentativa de satisfazer nossos "espectadores". Nada melhor do que ser amado simplesmente por aquilo que somos. 
         Se as pessoas tivessem a mesma preocupação de agradar a Deus como buscam agradar os outros, o mundo seria infinitamente melhor. 
         Os olhos do Senhor são como chama de fogo (Ap 1.14), os quais perscrutam o mais íntimo do nosso ser. Nada, absolutamente nada, pode escapar da visão de Deus, nem o mais ínfimo de nossos pensamentos. 
         Jesus, no evento mais glorioso do mundo, virá e "
trará à plena luz coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus" (1 Co 4.5). E Deus, muito mais do que ver nossos atos, verá a intenção de cada um. 
         É sob esta ótica que Paulo ultrapassa a compreensão humana quando declara: "
E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará" (1 Co 13.3). Não é o que fazemos, mas a motivação em fazê-lo que importa para Deus, pois o Todo-Poderoso não quer saber o tamanho do nosso sacrifício ou de nossa obra, mas a intensidade do nosso amor. 
         Muitos são pegos no contrapé da caridade, pois, mais do que lavar nossa consciência, ou seja, um ato de compensação, o ajudar deve visar em primeira instância o outro. Nossa própria satisfação deve ser um segundo ato, o qual surge como conseqüência da motivação correta: ajudar por ajudar, ajudar por amor. 

"De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más" (Ec 12.13 -14). Assim, quando quiser agradar a homens, pense primeiro em agradar a Deus. 

Rev. Hélder Rodrigues

Igreja Presbiteriana do lLago Sul
Brasília

 

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Última atualização ( Sex, 30 de Outubro de 2009 17:03 )  
 
 

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